domingo, 1 de dezembro de 2013
15:28 | Postado por
Mendy Oliveira |
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O Natal. Uma data sacra a
todos, que simboliza muitos valores, a ideia da renovação, nascimento, o
surgimento da luz no mundo, Jesus, o filho de Deus, a Luz, que livra a todos do
pecado. Algo de fato emocionante e belíssimo, principalmente, se não fosse tão
falso.
Não ando lendo tantos
filósofos céticos, então toda essa racionalidade é fruto de observação e
indignação.
O natal pode ser analisado
segundo inúmeras perspectivas: social, cultural, política e econômica. Afinal,
tudo em nossa sociedade é política e economia, o que é de um lado bom, já que
demonstra o dinamismo social, mas por outro é devastados, porque destrói o que
de mais importante todos guardam: a essência.
A data em questão é
socialmente reconhecida pelo brilho das árvores de natal e decorações
natalinas, o grande atrativo comercial do período. O "bom velhinho",
sempre de vermelho e com a sua bela barba branca, sem contar a sua grande
barriga e sua cobiçada sacola de presentes. Nesses últimos dias essa figura me
fez refletir. A minha primeira análise foi o fato de nunca ter visto em alguma
loja, shoppings e afins um Papai Noel negro, indígena, moreno ou asiático. Por
que será? Fiquei curiosa, então, com a possível reação de crianças ao ver um
Papai Noel negro ou de qualquer outra etnia. Será que seria algo comum ou não?
O que ela falaria, o que ela acharia??
Meu propósito não é levantar o
embate de raças, porque afinal, esse é um conceito de limitação social, não
existem raças, não existem diferenças que tornem homens superiores ou inferiores
a homens. Justamente com essa ideia de liberdade e igualdade que analiso a
situação do bom velhinho: porque não tornar a data igual e sem preconceitos,
para todos, sem distinção?!
Talvez seja exagero meu, ou
talvez não. Essa pode ser uma das malditas heranças difusas pela sociedade e
alimentada por nós e nossa (des)culturização, a soberania branca, a
superioridade branca, a cultura branca.
Hum, os presentes. A grande
atração natalina. As lojas lotadas, comércio em alta, todos querem presentear
os entes queridos. As crianças esperam aflitas o momento que o Papai Noel irá
chegar, entrar pela chaminé, e uivar o seu típico "HOHOHO Feliz
Natal". Todos ficam felizes, ou quase todos. As crianças de rua e
demais moradores, eles não possuem
chaminé, afinal não possuem casa, então não há Papai Noel e, consequentemente,
não há presentes. Então, quer dizer que a felicidade do Natal não é para todos.
Mas, qual é o espírito do Natal??
Aprendemos na nossa sociedade
do consumo que a grandiosidade do Natal está nos presentes, que serão trocados
ao final da ceia, que nem todos terão. A felicidade desta festa está no
"Bom Velhinho", vindo trazer alegria a quem pode e deve tê-la. O
esplendor, são as lojas lotadas, os comerciais natalinos e o grande lucro
"HOHOHO". Não, prefiro fechar os olhos e não acreditar nesse natal.
As pessoas, se perderam? E
espírito do Natal, morreu? Cadê o filho de Deus que nasceu, e humanamente
viveu, para todos e com todos, dividindo, repartindo, para que todos vivessem
bem?!
Aparentemente, o nascimento é
simplesmente uma desculpa religiosa, ou um motivo para hipocritamente, todos se
reunirem na missa das seis horas.
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