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domingo, 1 de dezembro de 2013
O Natal. Uma data sacra a todos, que simboliza muitos valores, a ideia da renovação, nascimento, o surgimento da luz no mundo, Jesus, o filho de Deus, a Luz, que livra a todos do pecado. Algo de fato emocionante e belíssimo, principalmente, se não fosse tão falso.
Não ando lendo tantos filósofos céticos, então toda essa racionalidade é fruto de observação e indignação.
O natal pode ser analisado segundo inúmeras perspectivas: social, cultural, política e econômica. Afinal, tudo em nossa sociedade é política e economia, o que é de um lado bom, já que demonstra o dinamismo social, mas por outro é devastados, porque destrói o que de mais importante todos guardam: a essência.
A data em questão é socialmente reconhecida pelo brilho das árvores de natal e decorações natalinas, o grande atrativo comercial do período. O "bom velhinho", sempre de vermelho e com a sua bela barba branca, sem contar a sua grande barriga e sua cobiçada sacola de presentes. Nesses últimos dias essa figura me fez refletir. A minha primeira análise foi o fato de nunca ter visto em alguma loja, shoppings e afins um Papai Noel negro, indígena, moreno ou asiático. Por que será? Fiquei curiosa, então, com a possível reação de crianças ao ver um Papai Noel negro ou de qualquer outra etnia. Será que seria algo comum ou não? O que ela falaria, o que ela acharia?? 
Meu propósito não é levantar o embate de raças, porque afinal, esse é um conceito de limitação social, não existem raças, não existem diferenças que tornem homens superiores ou inferiores a homens. Justamente com essa ideia de liberdade e igualdade que analiso a situação do bom velhinho: porque não tornar a data igual e sem preconceitos, para todos, sem distinção?!
Talvez seja exagero meu, ou talvez não. Essa pode ser uma das malditas heranças difusas pela sociedade e alimentada por nós e nossa (des)culturização, a soberania branca, a superioridade branca, a cultura branca. 
Hum, os presentes. A grande atração natalina. As lojas lotadas, comércio em alta, todos querem presentear os entes queridos. As crianças esperam aflitas o momento que o Papai Noel irá chegar, entrar pela chaminé, e uivar o seu típico "HOHOHO Feliz Natal". Todos ficam felizes, ou quase todos. As crianças de rua e demais  moradores, eles não possuem chaminé, afinal não possuem casa, então não há Papai Noel e, consequentemente, não há presentes. Então, quer dizer que a felicidade do Natal não é para todos. Mas, qual é o espírito do Natal??
Aprendemos na nossa sociedade do consumo que a grandiosidade do Natal está nos presentes, que serão trocados ao final da ceia, que nem todos terão. A felicidade desta festa está no "Bom Velhinho", vindo trazer alegria a quem pode e deve tê-la. O esplendor, são as lojas lotadas, os comerciais natalinos e o grande lucro "HOHOHO". Não, prefiro fechar os olhos e não acreditar nesse natal.
As pessoas, se perderam? E espírito do Natal, morreu? Cadê o filho de Deus que nasceu, e humanamente viveu, para todos e com todos, dividindo, repartindo, para que todos vivessem bem?!
Aparentemente, o nascimento é simplesmente uma desculpa religiosa, ou um motivo para hipocritamente, todos se reunirem na missa das seis horas.

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