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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
     Como eu bem imaginava, não seria fácil manter esta página, já que afinal não esta sendo fácil manter minha vida, no sentido mais primitivo da ideia. Mas retornei. Talvez seja necessários alguns dias de distanciamento para criar.
     Enfim, sem enrolar, meu grande dom, mando a quem se interessar mais alguns de meus tão otimistas versos.



Espelho

Quem, nesse sórdido universo
Se atreve, com ganância e usura
A cruzar o espelho
E nele buscar uma beleza morta?

Quem, em maldita e hipócrita relação consigo
Consegue em paz dormir e acordar
E a si clamar vivo?

E a coragem para encarar sua fisionomia
Grave e densa,
Onde mora, o que habita?

Onde esta a gana de conhecer a si
Que alimentei um dia
E deixei sair em um passeio de rotina??

Não.
Não retornou mais
Não deixou cartas ou marcas,
Apenas a minha forte lembrança e insegurança

Não voltarei a encarar meus olhos escuros
Profundos e frios
Não tenho mais o mapa do meu caminho
E me perderei dentro do meu vazio.

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